sexta-feira, novembro 24, 2006

Direito de resposta

"o homem (propositadamente com letra minúscula) é vítima e agente, ao mesmo tempo, de um sistema social ocidental milenar".

Hã, hã. Sim, sim. Pois.

Amigo Bud (wiser considero inadequado),
Em relação a isto tenho a dizer duas coisas:
Uma - Vítima é a pessoa perseguida, injustiçada, sacrificada, desgraçada, ludibriada por ou ao serviço dos interesses de alguém. Se o homem é vítima de alguma coisa, é apenas de si próprio. A maioria dos homens são uns bananas (excepção feita a meia dúzia de casos), indolentes, moles, passivos e desinteressados. Pior e maior erro, substimam-nos constantemente.
A outra é - Homens, se as vossas mulheres são insuportáveis e vos dão cabo do juizo, a culpa é certamente vossa.

E tenho dito!

2 comentários:

Anónimo disse...

Réplica:
Desde já, agradeço o relevo (imerecido) dado ao meu comentário.

Depois, ciente da perigosidade das generalizações e sem o pretensiosismo de querer convencer a Autora (tarefa impossível e deselegante), pretendo apenas esclarecer que entendo que o homem do presente é, também, vítima da sociedade em que nasceu - no sentido em que não a pôde escolher - construída desde a civilização grega (onde a mulher não tinha, por exemplo, o direito de participar na vida pública) acabando por se tornar agente, actor dessa mesma sociedade.
Por analogia, um jovem que cresce num ambiente degradado, miserável e que mais tarde acabará por cair no mundo do crime.Com raras excepções, evidentemente.
Neste sentido, todos somos vítimas, sendo certo que a vítima tem sempre um grau de culpa, nem que seja pelo silêncio ou omissão.

Os homens substim(ar)am as mulheres porque as próprias mulheres se subjugaram durante séculos por vontade própria ao jugo masculino.

É só.Peço desculpa pela extensão do comentário.

Ah, e parabéns pelo blog.Carry on.

me disse...

Ok. Tudo bem. Mas mantenho: cair no mundo do crime pode não ser uma escolha, mas é sempre uma opção. Como os homens que optam por ser egoístas e umbiguistas - até podem ter sido educados assim, mas têm olhos na cara.