quarta-feira, maio 23, 2007

Solução de emergência

O rapazinho de 6 anos prepara-se para passar a sua primeira noite em casa de um amigo. A mãezinha, galinha até dizer chega, briefa o seu menino com insistência, o medo de fazer má figura a toldar-lhe a razão.
Depois de chamadas de atenção de vária ordem, desde o políticamente correcto “se não gostares de alguma coisa que te derem para comer dizes que não aprecias e perguntas se podes comer menos, não dizes que não gostas, que não é bonito”, ao sacramental “não te esqueças de lavar os dentes e de lavar bem a escova a seguir” até ao hiper galináceo “não embirres com o teu amigo, mas não o deixes fazer de ti gato sapato”, veio a fase de revisão da matéria dada. Perguntas várias, respostas correctas. Até...
Mãezinha:
- E se te derem para comer alguma coisa que não gostes?
E ele fica quieto, olhos em alvo, fitando o infinito, como quem pensa demoradamente no assunto. E dispara:
- Então (todas as suas frases começam por então), finjo que comi e deito para debaixo da mesa.

Sem comentários: