quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Se eu fosse inventora...

...inventava um relógio que esticasse os dias, uma máquina de repetir as frases que mais digo e um despertador que nos escolhesse a roupa de manhã.
Inventava um secador de cabelo sem fios, uma máquina de estender a roupa e outra que fosse lá engomá-la. E já agora, que a deixasse arrumada.
Inventava saltos altos confortáveis, uma dieta instantânea e uma forma de impedir que a gravidade se sentisse no meu corpo.
Acabava com a morte de crianças, com a demência dos velhos, com o egoísmo dos homens.
Inventava uma máquina de arrumar a casa, de lavar o carro, de mudar fraldas, de curar ressacas.
Uma outra que acabasse com as intrigas, com as mentiras, com as maldades e com as invejas.
Inventava uma forma de acabar com a miséria, com a falta de dignidade, com as catástrofes, com os acidentes, com a violência, com a traição.
Inventava a fórmula do optimismo, da esperança, do riso, do sono e do amor.
Inventava pílulas, bebidas e cigarros que não matassem.
Inventava a maneira de proteger os meus filhos sem ser chata, de gostar do meu homem sem ser ciumenta, de andar de carro sem gastar gasolina, de gastar dinheiro sem ficar pobre.
Inventava uma máquina de alimentação saudável, outra para reciclar o lixo e uma de substituir lâmpadas.
Inventava a forma de acabar com a discriminação, com o terrorismo, com a corrupção.
Inventava a fórmula da sinceridade, da tolerância, da paciência, da simpatia. Da beleza, da generosidade, da alegria e da felicidade.

Se eu fosse inventora inventava tantas coisas... mas como não sou inventei uma solução: agarrar na minha vida e prestar muita atenção ao que é bom, não dar grande importância ao que é menos bom e passar rápidamente ao lado do que é mau.

Bora todos?

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