Hoje anda aí na página do “Tralhas da vida” um enorme sururu sobre a sorte e o que é necessário para a atrair como um íman. Para mim, antes de mais, vontade.
Concordo em absoluto com a Xica – “a sorte é um filme a cores”, mas um filme sobre andebol.
Eu explico: num jogo de andebol – ou em qualquer outro em que seja legal segurar o esférico - se estiver de costas para a bola não consigo apanhá-la (no meu caso nem que a coloquem com todo o cuidado directamente nas minhas mãos, mas isso é outra história), sendo que a bola tanto pode ser a sorte como o azar.
Se formos destemidos e lutarmos pela jogada pode ser que consigamos marcar golo, mas ao contrário, se nos colocarmos na defensiva, encolhidos, temerosos, o mais provável é levarmos com uma bolada bem assente no meio das sobrancelhas.
Portanto, recebemos aquilo que estamos de mão estendida para receber. Ora, se estivermos sempre de costas para o azar e de frente para a sorte, é natural que esta nos caia nas mãos mais frequentemente, apesar de não nos livrarmos de levar com uma bolada de azar na nuca, de vez e quando. Tudo depende da pontaria de quem atira e da nossa capacidade de nos esquivarmos.
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